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Diversidade e Inclusão

Pessoas com deficiência questionam o salário em oferta de emprego para cumprir a cota?

Transparência no processo seletivo deixa claro se há equiparação para o trabalhador com deficiência.

Foto do author Luiz Alexandre Souza Ventura
PorLuiz Alexandre Souza Ventura
Atualização:
Tudo o que diz respeito à vaga e à empresa precisa ser transparente, mas é o salário que paga as contas do trabalhador.  


Pessoas com deficiência em busca de colocação no mercado de trabalho devem questionar recrutadores a respeito do salário oferecido em vagas específicas para o cumprimento da Lei de Cotas?

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Sim, absolutamente sim.

É a maneira mais direta de saber se a empresa mantém equiparação salarial entre seus funcionários e realmente oferece oportunidades equivalentes de evolução profissional ao trabalhador com deficiência.

Evidentemente, o salário é uma das informações fundamentais porque, ainda que haja discurso pronto da corporação sobre missão, valores, inclusão, diversidade e igualdade, a remuneração ao empregado com deficiência serve de referência para a comprovação dessa apresentação.

Apublicação de uma recrutadora no LinkedIn na última semana levantou discussão sobre a transparência salarial. "Fico desanimada", escreveu a especialista, em crítica ao questionamento de um candidato sobre o salário para decidir se deveria continuar no processo seletivo.

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Se não há essa transparência, fiquemos alertas, porque a informação - sobre o salário - talvez, não seja positiva, o que pode frustrar as expectativas do trabalhador com deficiência.

Mais de 5 milhões de pessoas recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que paga um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência e idosos impossibilitados de trabalhar e prover o próprio sustento. Muita gente nesse grupo de beneficiários tem receio de abrir mão da renda garantida e trocar por remuneração até maior porque a acessibilidade é precária e o capacitismo está presente na empresa que abriu uma vaga.

O pensamento da recrutadora também expõe barreiras presentes nos processos de seleção já muito conhecidas pelas pessoas com deficiência.

Tudo o que diz respeito à vaga e à empresa precisa ser transparente, mas no final da conversa, é o salário que paga as contas do trabalhador, que coloca comida na mesa.


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