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O DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) é uma ferramenta de gestão contábil que ajuda o empreendedor a entender a situação do seu negócio e a fazer projeções

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PorFelipe Siqueira

Abrir um negócio é apenas uma etapa de um planejamento que começou há um certo tempo. O que esse novo empreendimento vai vender? Em quanto tempo a operação vai atingir o ponto de equilíbrio, que é quando a receita (faturamento) é suficiente para cumprir as despesas? Quanto será necessário de capital de giro? Que é o colchão financeiro para manter o negócio em momentos de imprevistos ou até o ponto de equilíbrio ser atingido.

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Tudo isso passa pela palavra não tão mágica assim:: planejamento. E isso não é para ser feito no escuro. O planejamento é construído com informações. E, quando o negócio já está em funcionamento, ter noção da estrutura que existe é essencial para saber o quão longe este empreendimento pode chegar. E, tão importante quanto, isso vai ajudar a evitar que o negócio dê prejuízo - ou demore mais para atingir o ponto de equilíbrio (break even).

Dentro desta estrutura, o DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) é parte primordial para o entendimento do que está acontecendo.

“O objetivo desse relatório contábil é trazer para o empreendedor a avaliação de como está a empresa, além de possibilitar projeções”, explica a consultora de negócios do Sebrae-SP Lucia Gomes.

O planejamento é feito com informações. E, quando o negócio já está em funcionamento, ter noção da estrutura que existe é essencial para saber o quão longe este empreendimento pode chegar Foto:jirsak - stock.adobe.com

É possível dividir o D.R.E. em cinco partes::

  1. Receita: tudo o que entra como faturamento para a empresa, seja comércio, indústria ou serviço;
  2. Contas/despesas variáveis: tudo o que é desembolsado pela empresa e que depende de uma venda para acontecer, como comissionamento de funcionários, impostos e eventuais multas;
  3. Contas/despesas fixas: tudo o que não depende diretamente da comercialização de produtos e serviços, como contas de consumo, aluguel e salários de funcionários;
  4. Margem de contribuição: indicador financeiro para refletir os resultados do negócio;
  5. Resultado: mostra, após a avaliação dos dados anteriores, se a empresa teve lucro ou prejuízo.

“É pelo DRE que é possível criar indicadores de performance, como lucratividade, rentabilidade, ponto de equilíbrio e calcular o retorno de investimento”, complementa Gomes.

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Embora não seja obrigatório, o ideal é fazer esse relatório para tomar decisões importantes com mais base. Por exemplo, definir se é preciso fazer um empréstimo para turbinar o negócio e se vai conseguir pagar a dívida depois.

O DRE não trabalha sozinho. Ele é um documento que trata de determinado e reflete os resultados do mês.

Como é feito o lançamento no DRE

Os lançamentos de gastos e faturamento só devem ser feitos quando um produto é efetivamente vendido, no caso de uma varejista. Supondo que em novembro de 2023 o empreendedor comprou um aspirador de pó de um fornecedor, esse custo não vai entrar no DRE até que esse item seja vendido.

Se o aspirador for comercializado apenas em janeiro de 2024, será no DRE desse mês que ele irá entrar. Isso porque ele não é uma planilha de caixa, é uma planilha de resultados.

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Para o gerenciamento e o registro do dinheiro que entra e sai existe o fluxo de caixa. Nesse, sim, o valor desembolsado por um produto entra no mesmo dia em que a compra é feita.

Se o produto for vendido a prazo, os valores vão ser colocados nos respectivos meses em que a quantia será recebida. Por isso que DRE e fluxo de caixa andam de mãos dadas. Os dois têm informações diferentes, mas que são complementares.

“Se faltar um destes, a administração do negócio acaba ficando meio capenga, porque todas as decisões vão ser no feeling, tudo será um tiro no escuro”, afirma a fundadora do Grupo Bittencourt (consultoria de negócios), Claudia Bittencourt.

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“No final das contas, o empresário se endivida, não sabe até onde pode ir. Se pega empréstimo no banco, é o início do fim, já que os juros vão ser muito altos. O ideal é, se não sabe fazer ou se tiver algum tipo de dificuldade, contrate alguém com o conhecimento para auxiliar”, diz.

A consultora do Sebrae-SP Lucia Gomes completa que, mesmo contratando alguém, o ideal é não terceirizar essa função. Isso porque ter o conhecimento do que está acontecendo nas finanças da empresa é fundamental para o dono do negócio. “Peça ajuda, mas também participe.”

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